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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Resenha da apresentação do Codex Sanctissima no Teatro do Colegio Zaccaria

    Olá Medievalistas, me chamo Alberto Flanker, tenho 36 anos, sou carioca, integrante do grupo Haglaz de estudos e recriação histórica e amante da medievalidade em todos os seus aspectos. A partir de agora sou um novo correspondente do Cena Medieval, ficando responsável por manter nossos leitores informados sobre tudo que acontece na cena medieval do estado do Rio.  

     Pois então. Vamos falar agora um pouco de musica?


   No dia 27 de Janeiro tive o prazer de ir mais uma vez em um dos concertos de música medieval e renascentista do grupo Codex Sanctissima.  O Evento aconteceu no Teatro do Colegio Zaccaria, na zona sul do Rio de Janeiro.  Lá estava ocorrendo o Rio Encontros 2017, evento gratuito, com várias atrações sócio-culturais nos mais variados temas. Foram cerca de 150 espectadores, alguns deles, conhecidos leitores cariocas  do Cena Medieval.

   O Codex Sanctissima é um grupo fundado em 2011 que estuda e reproduz músicas, em sua maioria sacras, medievais. É formado principalmente por músicos graduados e pós-graduados, com alguns especializados em musica medieval. O repertório atual foi estreado em dezembro do ano passado, e é inspirado no primeiro texto sobre Maria mãe de Jesus encontrado no Egito, escrito em grego e datado do século III . Se chama Dei Genitrix.


   O que acho mais legal das apresentações do Códex é que eles são bem ligados à parte cultural, e não apenas um grupo de música.  No início do concerto, o idealizador do grupo Félix Ferrà fala sobre os aspectos históricos e arqueológicos das fontes, e como o repertório foi criado.  Todos os integrantes se apresentam com roupas características de época, o que faz com que você se sinta num castelo alemão ou numa igreja francesa do século XI.

  Como as letras são todas nas línguas originais, inclusive algumas com idiomas extintos, eles muitas vezes cantam a mesma canção de forma original e emendam na versão em português para que todos possam entender.  As músicas são em sua maioria bem calmas e cantadas com muita emoção, mas algumas são animadas e no final até o público participa e canta junto.  

  Mas e ai?  Rola uma guitarra, um piano ou a parada é mais no violão mesmo?   Nada disso!  Assim como o repertório, os instrumentos também são pesquisados e reproduzidos. Cítola, alaúde, sinos, viela de arco, gaita de fole, viela de roda, organetto, flautas, clavisimbalum entre outros instrumentos que eu nunca tinha visto de perto.  A cada música, os instrumentos são apresentados ao público e é falado um pouco sobre eles.  

Viela de Roda

Organetto

Clavisimbalum

Rebab Mourisco
   No final, depois de uma extensa salva de palmas (de pé) fui falar com os músicos e conhecer de pertinho os instrumentos. O pessoal é muito legal e ficam lá para conversar com a gente e tirar dúvidas sobre questões musicais e históricas.  Na saída pude comprar um CD do repertório anterior, Rosa Das Rosas que é inspirado nas Cantigas de Santa Maria  de Afonso X (1221 – 1284). Muito bom também! 




Apresentação no Colegio Zaccaria.    Foto: Rodrigo Canellas 

Alguns dos nosses leitores no concerto do Codex Ssma
   Enfim, mais do que recomendo que conheçam o grupo e que eles cresçam trazendo mais cultura musical antiga.  Vou deixar aqui a pagina deles onde aparecem informações sobre novas apresentações.


Até a próxima!

5 comentários:

  1. Olá Alberto! Que bom que agora o Rio está representado. Divulgue tudo rs

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  2. Adoro as cantigas de Santa Maria, conheci através de Jordi Savall e seu grupo Hespérion XXI. Já ouvi outras versões de diferentes grupos musicais, mas nunca ouvi de um grupo brasileiro. Vou procurar, será que tem no youtube?

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  3. Codex Sanctissima é puro amor! Já fui em dois concertos e quero ir em todos que eu puder!

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  4. Caro Alberto, me chamo Rodrigo Canellas, e sou o fotógrafo da oitava, e penúltima, foto que você usou na sua resenha.
    Você poderia, por obséquio, colocar meu nome como autor da imagem?

    Grato,

    Rodrigo Canellas

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