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quarta-feira, 13 de junho de 2018

Resenha do Odin's Krieger Fest 2018 em São Paulo - Metsatöll e Faun!

Fotos oficiais do evento, de Sérgio Scarpelli e Karen Wendy

Salve, folkers, headbangers e medievalistas!

No domingo do primeiro final de semana deste mês rolou, aqui em São Paulo, o último dia da edição deste ano do Odin's Krieger, que passou por nada menos que quatro grandes cidades brasileiras em três estados.


Ou seja, o festival está cada vez maior, e cada vez surpreendendo mais com os nomes de peso da música folk internacional que são trazidos. Essa edição do festival recebeu o nome de Wolfenforest Edition, e teve como headliners ninguém menos do que Metsatöll e Faun!


Se você segue nosso instagram, provavelmente acompanhou os videos e stories que postamos durante o evento (e se você não acompanha, tá na hora! - @cenamedieval).


O Cena Medieval esteve também em Curitiba, no dia 31 de Maio – veja como foram os showspor lá nas palavras de nosso redator Thiago Canto.


Aqui em São Paulo as bandas do começo do dia foram Confraria da Costa (Curitiba-SP) e Terra Celta (Londrina-PR), dois nomes mais do que conhecidos (e amados) pelo público que já frequenta o Odin's desde edições anteriores. Quem os viu pela primeira vez, porém, teve a oportunidade de conhecer duas bandas extremamente caristmáticas, que botam esse bando de headbangers e metaleiros pra pular e dançar com canções de folk-rock belas e bem humoradas.

Confraria da Costa
Terra Celta


Depois do término das atrações nacionais, foi a hora de curtir atrações internacionais sem entender nada das letras, hehehe...

Primeiro o Metsatöll, da Estônia!


Pessoalmente eu não conhecia a banda e fiquei impressionado com o peso do som bem mesclado aos instrumentos tradicionais tocados alternadamente por um de seus integrantes, Lauri "Varulven" Õunapuu, tais como flauta, jaw harp e gaita-de-fole. Apesar de não entender p*** nenhuma das letras (que, segundo os artigos sobre a banda na internet, falam sobre histórias e lendas estonianas).




A setlist foi:

Külmking
Metslase Veri
Must hunt
Küü
Kivine maa
Vaid vaprust
Saaremaa vägimees
Tõrrede kõhtudes
Roju
Merehunt
Veelind
Kuni pole kodus, olen kaugel teel
Tuletalgud
Vimm
Metsaviha 2
Lööme mesti
Minu kodu

Pra uma primeira passagem pelo Brasil, os estonianos mandaram super bem.


E por fim, chegou a hora do Faun. Foi a segunda vinda deles ao Brasil, mas dada a ansiedade que a apresentação da banda gera, é como se fosse a primeira.


Oliver e seu bouzouki
Oliver Sa Tyr, o líder da banda, chegou a dizer durante a apresentação que eles não gostam muito de viajar, o que pode indicar que eles gostaram do público brasileiro (ou pelo menos é o que gostaríamos de acreditar, haha).

Fiona animadona
Ver os alemães do Faun no palco é, no mínimo, a oportunidade de escutar (e eventualmente conhecer) um grande número de instrumentos diferentes e exóticos para nós, dentre os quais destaco o bouzouki e a nyckelharpa tocados por Oliver, as flautas e a gaita-de-foles tocadas por Fiona Rüggerberg e o hurdy-gurdy tocado por Stephan Groth, além dos sintetizadores de Niel Mitra e dos vários instrumentos de percussão de Rüdiger Maul, cujos nomes exatos sequer imagino. E como bons alemães que são, eles tocam todos esses instrumentos com grande perícia.

Numa mesma imagem você pode ver: hurdy-gurdy, gaita-de-foles e nyckelharpa!
Impossível não comparar essa apresentação com a anterior, na passagem deles pelo Brasil em novembro de 2016, e sentir falta de Katja Moslehner, a vocalista que deixou a banda no ano passado. Sua substituta, Laura Fella, é excelente e tem uma voz muito bonita, mas Katja tinha um timbre doce único e cantava com uma emoção muito marcante, harmonizando bem demais com a outra voz feminina da banda, que é Fiona.

Laura, que entrou pra substituir Katja, e Rüdiger
A setlist foi a seguinte:

Andro
Wind & Geige
Alba
Walpurgisnacht
Hymne der Nacht
Drehleier Intro
Blaue Stunde
Odin
Pearl
Zeitgeist
Feuer
Iduna
Rhiannon

Encore:
Wenn wir uns wiedersehen
Diese kalte Nacht

O álbum mais prestigiado foi Eden, de 2011, que teve quatro de suas canções executadas. Confesso que, apesar da excelência do show, senti falta de algumas das minhas canções favoritas da banda. Para algumas delas (como Tanz mit Mir), a ausência é bem compreensível, mas bem que eles poderiam ter incluído outras bem populares e animadas como Federkleid e Mit dem Wind. De toda forma, foi uma apresentação memorável, pra ninguém botar defeito, e um comentário como esse só pode ser feito por alguém que tinha expectativas altas, justamente por gostar tanto dessas músicas. Fãs mais assíduos da banda talvez possam deixar aqui nos comentários suas explicações para a escolha da atual setlist.



Para concluir essa resenha, observo que o Odin's Krieger é um evento que tem crescido e impressionado mais a cada ano, trazendo bandas internacionais que antes achávamos impossível ver tocando por aqui, e estendendo o festival para cada vez mais cidades. Nós do Cena Medieval deixamos aqui nossos parabéns ao criador e organizador do Odin's Krieger Fest, Rodrigo R. Gioia, pela iniciativa, pela coragem e pela qualidade do evento.

Para o final do ano, já foi anunciada mais uma edição do festival, já tendo como bandas confirmadas (mais uma vez!) o Heidevolk (Holanda), além de Skiltron (Argentina), Grai (Rússia) e Moonsorrow (Finlândia). Ou seja, mais uma edição com muito folk metal, mas dessa vez com um pouco mais de peso, hehehe...


Nos vemos por lá!


Veja também aqui no Cena Medieval:


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