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terça-feira, 14 de março de 2017

Resenha e fotos do Carnafolk 2017: a alternativa folk pra curtir o Carnaval!

Fotos por Sergio Scarpelli e Karen Wendy

Hail, medievalistas, folkers e piratas!

No sábado de Carnaval, 25 de fevereiro, rolou a segunda edição do Carnafolk! Trata-se de mais uma iniciativa de Daniel Felipe e Monalisa, o casal que é responsável pelos eventos Mundo Medieval e Decembeer Folk, que também tiveram duas primeiras edições em 2016.


O Carnafolk é anunciado com uma proposta simples, mas nobre: ser uma alternativa para quem quer curtir o carnaval sem samba (e sem ter que ficar enfiado em casa assistindo Netflix). E nesse aspecto, podemos dizer que foi um sucesso.


Esta segunda edição aconteceu no Galpão Cabaret, localizado na Rua Baumann, 1481, no bairro da Vila Leopoldina, a cerca de 15 minutos de caminhada da estação de trem Villa Lobos. Um dos primeiros comentários que se ouvia da galera que esteve na edição do ano passado era justamente o elogio ao local deste ano, bem melhor que o anterior.


Os ingressos foram vendidos por R$ 50,00 e R$ 60,00, no primeiro e segundo lote, respectivamente, sendo que o evento contaria com a apresentação de três bandas, além de algumas outras atrações, como apresentação de luta viking, de dança tribal e concurso de fantasias. Segundo a organização, houve cerca de 300 pagantes.






Quem entrava no Galpão logo percebia uma heterogênea mistura no público, que além dos frequentadores habituais de eventos do meio medieval e folk, contou com forte presença da galera da cena pirata (sim, ela existe e tem uma expressão considerável em São Paulo).





A noite começou com o Jornada Ancestral animando os convidados com o poder de suas gaitas de fole, e eles ainda fariam outras entradas até o fim do evento.




 O Jornada Ancestral é um grupo de Curitiba (PR) que valoriza em seus arranjos o toque épico das gaitas de fole. O repertório é uma mistura de música antiga, medieval, tradicional galaica, folclore pan-europeu e música celta.


A seguir, a animada apresentação do Eldhríminir, de Santa Isabel (SP), a banda responsável por atrair a galera do meio pirata ao evento. A melhor para o som deles é um “acoustic folk”, com canções autorais de temáticas variadas, como pirata, paganismo, adoração à natureza e bebedeira, ou seja, um caldeirão eclético.





Para mim, o melhor momento da apresentação do Eldhríminir foi o cover (muito bem executado) de uma grande canção chamada Wonderlust King, da banda novaiorquina de punk-cigano Gogol Bordello – a letra fala sobre como nada ensina tanto na vida como a experiência de viajar e conhecer pessoas, histórias e culturas diferentes.


A apresentação de luta viking da noite ficou por conta do Clã Hednir, que é o grupo que há mais tempo pratica o recriacionismo viking no Brasil.







Seis guerreiros munidos de dezenas de quilos de equipamento, entre espadas, escudos, elmos e armaduras, revezaram adversários em choques violentos, com direito a uma pequena batalha de duas paredes de escudo de três guerreiros no final.



O Jornada Ancestral então fez nova entrada, tocando no meio do público, que a essa altura já estava embriagado o suficiente para formar uma divertida roda de dança em volta da banda.



A apresentação de dança tribal ficou por conta da Cia Romany, grupo composto por dançarinas que são alunas do Nomadic Tribal Fusion, por sua vez um grupo de American Tribal Style.




A última apresentação musical da noite foi do Café Irlanda, grupo do Rio de Janeiro (RJ) focado em música tradicional irlandesa com um toque brasileiro. A banda traz arranjos das tunes irlandesas, com influências musicais brasileiras, como o baião, além das Irish Drinking Songs, as músicas animadas dos beberrões.




O concurso de fantasia, decidido por aclamação popular, teve como vencedoras (em empate) Gabriela Amaral, com seus trajes de pirata, e Ana Carolina Ferreira, com sua caracterização como Lagherta, uma das personagens principais do seriado Vikings. Ana já havia participado do concurso ano anterior, ficando em segundo lugar. Cada uma delas ganhou uma garrafa de hidromel, um lanche na hamburgueria Taverna Medieval e um ingresso para o Mundo Medieval II.


Enfim, foi uma noite bem divertida, e uma ótima alternativa para quem queria curtir o carnaval fora de casa, mas sem samba, com direito a bandas de música folk vindas de três estados diferentes, muita cerveja e hidromel.


E no dia 8 de Julho vai rolar o Mundo Medieval II – A Noite da Vingança. Como o nome já diz, a segunda edição do evento será uma continuação da história do Rei Ellengard, que começou a ser contada em julho do ano passado no Mundo Medieval I. Em breve falarei mais do evento por aqui – aguardem!


Veja também aqui no Cena Medieval:


Mundo Medieval: A Primeira Edição, nosso preview da primeira edição do evento

Resenha do I Mundo Medieval, nossas impressões sobre o evento!

Mundo Medieval: Um evento e 3 pedidos de casamento no castelo!, porque medievalistas também são românticos

Resenha do Decembeer Folk: Um Castelo de Verão, nossas impressões sobre o outro evento no castelo!

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