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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Resenha do Decembeer Folk Festival: Um Castelo de Verão

Fotos por Sergio Scarpelli
Salve, nobres medievalistas!

Neste sábado, 10 de dezembro, rolou o Decembeer Folk Festival, em Mauá/SP!


Trata-se de um evento organizado pelos criadores do Mundo Medieval, cuja primeira edição ocorreu em julho deste ano. Como aconteceu no mesmo local, mas com uma proposta um pouco diferente, o Decembeer é uma espécie de evento intermediário entre a primeira e a segunda edições do Mundo Medieval (a segunda ocorrerá em Julho de 2017).


Começo a escrever essa resenha no domingo de manhã, pois na noite de sábado após o evento seria impraticável, dado o meu estado de embriaguez, hehehe




O local foi o Monte Castelo, um centro de eventos na cidade de Mauá (SP) com três espaços construídos no estilo de castelos medievais: Excalibur, Rei Arthur e Avalon. O primeiro Mundo Medieval, em julho, havia ocupado Avalon, o maior dos três. O Decembeer, por ter uma proposta diferente, ocupou o castelo Excalibur, um pouco menor e com uma estrutura diferente.


De acordo com a organização, houve cerca de 350 convidados – a metade do volume de pessoas presentes no I Mundo Medieval.


Havia dois palcos, um do lado de fora e outro do lado de dentro do castelo. À medida que os convidados chegavam, eram recepcionados pelo som do Clanna Iúr tocando no palco externo.


Por um lado, a iniciativa de colocar uma banda tocando no momento em que os convidados estão chegando é uma ótima ideia dos organizadores; por outro, estava fazendo um sol desgraçado na área externa, e poucos paravam ali para apreciar a música, indo direto para o interior do castelo, bem mais fresco.



A comida foi servida em dois momentos: café da manhã e almoço. O sistema funcionou bastante bem para um evento diurno.



O Jornada Ancestral fez várias intervenções ao longo do dia. O fato de eles andarem pelo espaço do evento enquanto tocam, aliado ao poderoso som das gaitas de fole e percussão, traz toda uma dinâmica diferente à música, permitindo que as pessoas os sigam e dancem numa animada procissão. Até o que seria um momento de cansativa espera na fila do almoço foi transformado em um momento alegre pela presença do grupo.




No espaço externo, as magníficas aves da Turma do Gavião fizeram um grande sucesso e posaram para inúmeras fotos, como sempre!




O show do Taberna Folk, como de costume, animou diversas pessoas a dançarem em frente ao palco!



E no final da apresentação, da maneira mais informal, Ricardo e Anderson sentaram na beirada do palco e Ricardo começou a dedilhar a introdução de The Bard’s Song, a icônica peça do Blind Guardian. É impressionate o poder dessa música de inspirar os corações dos medievalistas (e dos nerds). Como em nenhuma outra canção, o público se aproximou do palco e cantou junto com Anderson praticamente a letra inteira, enquanto os canecos se erguiam acima das cabeças.



O evento contou também com apresentações de dança da Cia Romany, e com arena de Swordplay organizada pelo grupo Darastrix:





Pouco depois das 15h, o Tuatha fez uma passagem de som (o que preocupou um pouco, pois se o evento fosse de fato terminar às 16h, eles teriam muito pouco tempo de palco), mas felizmente o evento se estendeu um pouco e a apresentação foi completa.


Depois da animada We’re Back (canção emblebática do álbum Down of a New Sun, que representou a reunião da banda em 2015), Bruno Maia (vocalista) comentou que essa era a primeira vez que eles executavam a canção em formato acústico.








Preciso dizer que a apresentação me decepcionou um pouquinho, pois eu esperava algo mais próximo do acústico de 2009 (que é perfeito), em termos de arranjo. Também não houve vocais femininos, o que infelizmente impossibilitou a execução de canções belíssimas como Trova di Danú.

Contudo, houve diversos momentos de brilho, com as poderosas Believe: It’s true e Tan Pinga Ra Tan, que não poderiam faltar numa apresentação como essa. E arrisco dizer que o momento mais legal foi a penúltima música, a fantástica The Last Words, na qual Daniel Felipe, organizador do evento (e vocalista da banda Lothlöryen), subiu ao palco para fazer a segunda voz.




Enfim, em termos de música o evento foi no geral muito bacana. As quatro atrações musicais eram excelentes, embora a o Clanna Iúr tenha ficado apagado por uma questão de logística e o Tuatha não tenha atingido as minhas expectativas (que imagino que eram também as expectativas de outros fãs mais antigos dos bardos mineiros).

Quem foi no Mundo Medieval em julho sabe que houve problemas com a comida, mas que certamente foram corrigidos pela organização. Houve bastante fartura de comida e a bebida, que dessa vez foram incluídas no valor do ingresso (open bar e open food).



Infelizmente não aconteceram as “Olimpíadas Medievais” que estavam anunciadas no banner do evento (ou se aconteceram, ficaram apagadas e longe da ação principal do evento). Mas o dia foi ótimo e o público demonstrou ter aproveitado bastante o dia, prometendo voltar na próxima edição.











Que venham as edições de 2017 do Carnafolk e do Mundo medieval, ambas dessa mesma organização, e que acontecerão respectivamente nos dias 25 de fevereiro e 8 de julho!

Nos vemos por lá!


Veja também aqui no Cena Medieval:




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