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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Oenach na Tailtiu

O nome se refere principalmente à festa, mas também ao clã carioca que a organiza.


Trata-se de um evento de temática celta com o intuito de “reviver antigos costumes e as famosas feiras de Lughnasah na Irlanda”. O Lughnasah (pronuncia-se Lunasá) é hoje conhecido como o Festival da Primeira Colheita, um dos oito sabás anuais celebrados no paganismo (ou quatro, na tradição celta), e representa uma época de agradecimento aos Deuses por tudo que colhemos. Quem conhece os organizadores provavelmente já os ouviu contar o seguinte trecho de história que explica as motivações das festividades:


Há muito tempo, existia um povo que passava muita fome e necessidades. A nobre Senhora que cuidava daquela região, de nome Tailtiu (pronuncia-se Tóicha), resolveu numa noite que não era justo que aqueles que traziam o sustento e faziam tudo pela prosperidade do reino passassem aquelas dificuldades. Ela então pegou um machado e resolveu limpar e preparar uma colina que não estava fértil, não tinha capacidade de produzir nenhum tipo de grão. Mesmo sabendo da pobreza daquele solo, Tailtiu foi movida pela fé e durante uma noite inteira preparou aquele terreno e fez o plantio. Mas ao final dessa atividade, que exigiu muito tempo e esforço, o seu coração não aguentou e acabou sucumbindo. Antes de dar seus últimos suspiros, Tailtiu mandou chamar seu filho, que hoje é conhecido como o famoso Lugh (ou Lámhfhada). Lugh veio correndo e chegou a tempo de ouvir sua mãe dizer que não conseguiria continuar aquela jornada com ele, mas pedindo que ele se lembrasse daquele dia e daquele feito, que foi a grande doação dela. Lugh deveria fazer o mesmo pelo povo e fazer com que todos sempre lembrassem dessa mensagem de doação. Para isso ele deveria organizar festas em homenagem a esse grande feito de sua mãe. Lugh organizou jogos, festas e feiras em homenagem a Tailtiu, que se tornaram uma tradição. E assim vem sendo, desde aquele tempo remoto.

No final de julho teremos a 5ª edição da festa carioca (que não ocorre todo ano), que procura manter viva esta bela tradição irlandesa (as fotos dispostas nessa postagem são da 4ª edição, que ocorreu em 2013). O local será o camping Escola dos Escoteiros do RJ em Magé/RJ, Estrada do Sertão, 1636 (a aproximadamente 75km da Estação Estácio do metrô carioca).

Não é um evento grande como outros que temos visto – a organização espera “apenas” 200 convidados para cada um dos dias de festa. Mas a quantidade reduzida de pessoas é justamente para proporcionar um ambiente íntimo e imersivo para amigos e amantes de culturas e tempos antigos. Embora a temática principal seja celta, outros povos são bem-vindos. Haverá pelo menos dois grupos de recriacionismo viking por lá, o Haglaz e o Filhos de Rígr.

Para entreter os convidados, haverá Feira de Artes e Ofícios, Escola de Scathach (Scoil na Scathach) com armas de espuma e instrutor de arco e flecha, arremesso de lança e machados, Jogos Fúnebres (disputa entre clãs), Área Literária com oficinas de língua gaélica e de manuscritos medievais irlandeses, Arena de Reconstruções, Falcoaria, Oficinas diversas (artesanato, Brandub – jogo celta, bodhrán, cota de malha), e apresentações artísticas, das quais se destaca a Banda Tailten, composta por membros do próprio clã e especializada em reproduzir canções da música tradicional irlandesa, bem como o grupo de dança Sintonia Celta, de dança irlandesa.

O evento acontecerá em dois dias: 25 de julho (sábado), das 11h às 20h30 e 26 de julho (domingo), das 10h00 às 17h30. O ingressos custam R$ 80,00 para o primeiro dia e R$ 70,00 para o segundo, ou R$ 145,00 para ambos, e incluem o banquete e a participação em todas as atividades da feira (cerveja e outras bebidas alcoólicas não incluídas). Quem adquirir ingresso para os dois dias poderá ainda pernoitar no local, levando a própria barraca de camping, nos locais indicados pela organização do evento dentro do espaço da festa.

A caracterização da vestimenta é obrigatória para entrar. Não precisa ser necessariamente celta; pode ser romano, viking, saxão, etc., o importante é estar caracterizado e participar da grande imersão que isso proporciona. Pra quem está inseguro, o site do evento (link no final do artigo) dá várias dicas sobre como improvisar um traje e disponibiliza até uma cartilha de trajes celtas. Acreditem, dá pra improvisar um visual bem bacana com uma bata simples, um tecido xadrez e um cinto. Mas em hipótese alguma use calça jeans e camisetas, especialmente com logotipos e marcas de lojas.


As vendas se encerram no dia 22 de julho (caso os ingressos não se esgotem antes). Não serão vendidos ingressos na entrada.

Para informações mais detalhadas, este é o link para o site do evento, onde é possível conferir também uma ampla galeria com fotos das edições anteriores:



Nos vemos por lá!

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