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terça-feira, 23 de junho de 2015

Resenha da Virada Cultural no Sesc Vila Mariana

Nesse final de semana rolou a Virada Cultural em São Paulo e, como eu havia anunciado aqui, o Sesc Vila Mariana reuniu algumas atrações interessantes para o público medieval.

Eu já havia ido à Virada em edições anteriores, em 2013 e 2014, e sinceramente as impressões sobre o evento não foram as melhores. As atrações musicais que eu fui ver, mesmo de graça, não compensaram o tumulto, a falta de organização e o constante risco de furtos/assaltos.

Mas a experiência deste ano no Sesc Vila Mariana foi bem diferente. O fato de ser um local afastado do centro já ajudou bastante, e a infraestrutura e organização do próprio Sesc são muito boas.


É importante dizer também que não era exatamente um evento medieval, mas reuniu atrações direta ou indiretamente ligadas à cena, e por isso vale a pena falar dele aqui. No facebook e outras redes sociais, bastante gente já estava chamando a noite no Sesc de Virada Medieval.

Logo na área de entrada do Sesc havia o espaço do Clã Barn Av Einhenjar, de Campinas, com direito a arena de SwordPlay e espadas de espuma. A exposição foi deles foi simples, mas a galera se divertiu bastante na arena. Havia por ali também diversas mesas de RPG com mestres prontos para narrar para desconhecidos, era só chegar e sentar pra jogar. Achei isso uma iniciativa muito boa e coerente, pois o público de RPG se mescla com o dos eventos de temática medieval.

Terra Celta cumprimentando o público após a apresentação
O brilho da noite foram as atrações musicais. Houve uma certa confusão, pois duas das atrações (Taberna Folk e Os Seminovos) ocorreriam no espaço aberto do Sesc e as outras duas (Terra Celta e André Matos) no anfiteatro, que tinha um espaço limitado e, portanto, quem queria assistir teve que chegar mais cedo pra retirar os ingressos, que foram distribuídos de graça. Mas tudo isso não ficou claro e gerou bastante dúvida nos dias anteriores. Fica a dica para o Sesc divulgar a organização de forma mais clara da próxima vez.

Taberna Folk, o show com maior público na noite do Sesc
Os shows em si foram muito bons. Talvez apenas a apresentação da banda Os Seminovos tenha ficado um pouco deslocada no meio dessa temática, e acabou atraindo bem pouco público se comparada às outras.

O Terra Celta, como sempre, promoveu um show animado e com carisma de sobra.

E o Taberna Folk, que já tem um histórico de ótimas apresentações no Sesc Vila Mariana, encheu o espaço de animação. Do público que estava lá para vê-los, poucos ficaram parados durante o show. A maioria aproveitou as músicas tradicionais e animadas e várias rodinhas de dança se formaram.

Por fim, houve a apresentação do André Matos, que é um dos músicos mais conhecidos na Cena do Metal. Mais uma vez, trata-se de uma atração indiretamente relacionada com a Cena Medieval, mas que foi bem colocada ali pois boa parte do público das Cenas Medieval e do Metal se confundem. E eu como fã do músico posso dizer que a apresentação não decepcionou, foi cheia de clássicos, inclusive da época dele no Angra. Destaque para Fairy Tale, uma música do primeiro álbum do Shaman, cuja letra tem tudo a ver com a Cena Medieval:




"Fairy lady, who stands on the walls
Life is short and wait is long
The stars, away, dim with the dawn
Fairy lady, who stands on the walls

Your tale has only begun
It comes from far, the Nowhereland
The wind is blowing a sound so well known
Fairy lady, your love is long gone"

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