Apoiadores:

Apoiadores:
Apoiadores: Hidromel Old Pony

domingo, 25 de dezembro de 2016

Dezembro/2016 - Hidromel Tripe Horn

Hail, medievalistas e vikings beberrões de hidromel!


Chegamos ao sexto (e último do ano) artigo nossa coluna de hidroméis, e pela primeira vez vamos falar de um hidromel de São Paulo, capital.

Ainda não conhece nossa coluna de hidroméis? Veja aqui a lista com os artigos anteriores!

O Triple Horn começou a ser produzido no final de 2011 por três amigos, todos membros do grupo de combates medievais Ordo Draconis Belli, que havia sido formado no começo daquele mesmo ano (veja aqui nosso artigo sobre a Ordo). Como a maioria dos hidroméis por aí, começou de forma pequena e para consumo próprio, numa tentativa dos criadores de produzir um hidromel que agradasse o próprio paladar. Mas o resultado agradou tanto que logo começaram a surgir pedidos, a produção cresceu e não parou mais, de forma que o Triple Horn é hoje um dos hidroméis mais conhecidos no meio medieval brasileiro.


Obviamente, portanto, o Triple Horn é o hidromel servido no Jantar Medieval da Ordo Draconis Belli, evento anual organizado em comemoração ao aniversário do grupo (além de alguns outros eventos do meio).

Como dissemos no nosso artigo inicial da coluna, no qual contamos uma pouco da história do hidromel (veja aqui!), embora seja possivelmente a bebida alcoólica mais antiga do mundo, foram os antigos povos escandinavos que produziram a versão mais próxima daquela que consumimos hoje. Dessa forma, é comum que o hidromel seja associado aos vikings, e vários hidromeleiros atualmente acabam nomeando seus produtos com referências à cultura e à mitologia nórdica, como é o caso do Triple Horn.

Um pouquinho de história e mitologia


Considerando o nome, Triple Horn, sua referência simbólica à mitologia nórdica e também o fato de que ele é o nosso hidromel de dezembro, nada mais justo do que, para acompanha-lo, preparar um prato típico desta época: Yule Ham.


Yule é a antiga palavra nórdica para as festividades do solstício de inverno na Escandinávia. Uma das tradições mais importantes que compõem essa festividade é justamente o Yule Ham, que é geralmente a peça central de uma refeição de Yule (ou de uma ceia de natal, se você preferir).


O Yule Ham representa Sæhrímnir, o porco que na mitologia nórdica é comido todas as noites pelo Æsir e pelos einherjar em Valhalla (e que é trazido à vida novamente para servir de sustento para o dia seguinte).


Algumas vezes, o Yule Ham pode representar também Hildisvíni, o javali que na mitologia nórdica é montado pela deusa Freya.

Nosso Yule Ham foi feito a partir de pernil de porco fresco, assado em um molho feito à base de grãos de mostarda (escuros e claros) e mel. E para acompanhar, preparamos um purê de maçãs, também temperado com mel, além de um pedaço de pau de canela.


A experiência do hidromel


Começamos com o Triple Horn Seco, que na verdade tem uma graduação alcoólica menor e não é tão seco assim, no paladar lembrando mais um demi-sec.


A safra que provamos estava bem carbonatada, diferente da lembrança que tínhamos do Triple Horn de experiências anteriores (e confirmamos com os produtores que geralmente ele não é carbonatado, sendo apenas uma particularidade desta safra).

A seguir partimos para o Triple Horn Suave.


Assim como o seco, formou uma boa quantidade de espuma ao ser servido, oriunda da alta carbonatação desta safra. Além da maior doçura verificada no paladar, o suave tem também uma maior graduação alcoólica.

A doçura não é exagerada (já experimentamos alguns hidroméis bem mais doces), mas ainda assim diríamos que as duas variedades tendem a agradar mais a um paladar que valorize a doçura e o aroma originais do mel. Ambas têm uma coloração dourada, sendo que o seco é ligeiramente translúcido e o suave é mais opaco ou turvo.


A combinação com a carne de porco, que vai bem com sabores adocicados ou agridoces, ficou perfeita – recomendamos muito!

Dados técnicos


O Triple Horn é produzido com mel de eucalipto e o tempo de fermentação varia de 3 a 6 meses. Os ingredientes são apenas água, mel e levedura – ou seja, um hidromel puro. Nós experimentamos as duas variedades disponíveis para venda: seco e suave.

A graduação alcoólica é de 5,9% para o seco e 8,8% para o suave.

(informações do produtor)

O valor de venda da garrafa é R$ 40,00 + o frete, mas quem for de São Paulo capital também pode retirar diretamente com o produtor na estação Jardim São Paulo do metrô.

E por fim, como dissemos no início, os produtores do Triple Horn são membros da Ordo Draconis Belli, um grupo de combates medievais que anualmente realiza um grande jantar medieval em comemoração ao seu aniversário. A terceira edição, que acontecerá em 15/04/17 (farei um artigo sobre ela em breve) será a oportunidade perfeita para tomar hidromel numa festa de temática medieval – nos vemos por lá!

Página do Triple Horn no facebook:



Esperamos que todos tenham tido um bom Yule/Natal! Se você comemorou bebendo hidromel, especialmente se foi o Triple Horn, comente como foi!


Veja também os outros hidroméis que já experimentamos nesta coluna:


Julho – Bee Gold, de Sorocaba/SP

Agosto – Velho Oeste, de Xanxerê/SC

Setembro – Alfheim, de Cachoeirinha/RS

Outubro – Ferroada, de Contagem/MG

Novembro – Hahn, de Dois Irmãos/RS

Um comentário:

  1. Um hidromel tão carbonatado assim em uma garrafa normal pode ser perigoso, se querem trabalhar com carbonatação deveriam usar garrafas próprias. A clarificação também precisa ser bem melhorada, muito turvo, sem brilho. Já que é para venda esses detalhes são muito importantes.

    ResponderExcluir

Deixe o seu comentário sobre este artigo