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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Game of Thrones: S07E05, Eastwatch – O episódio trouxe mais fogo, mais intrigas e mais um legítimo Targaryen a Westeros

Salve, medievalistas!

Sejam vocês do Team Stark, do Team Targaryen ou de qualquer outro na lanterna do campeonato (tô ligado que deve ter alguns do Team Lannister por aí), devem ter achado no mínimo interessante esse último episódio, apesar das falhas e pontas soltas com os quais já estamos acostumados.


Uma grande revelação foi feita, com uma implicação enorme para o roteiro. Não pegou? Vem cá que eu explico!

Essa resenha será postada também no Justiça Geek!

Vamos direto ao ponto principal, e depois eu comento outras passagens do episódio:

Entre os leitores dos livros existe uma grande discussão sobre quem podem ser os pais de Jon Snow. Essa discussão acontece porque, embora provável, ainda não foi confirmado nos livros que ele é filho de Rhaegar Targaryen e Lyanna Stark. Segundo, porque mesmo que ele seja, provavelmente ele seria um bastardo Targaryen.

Ou será que não?

Meu palpite há muito tempo (ainda falando no âmbitos dos livros) é no sentido de que Rhaegar e Lyanna devem ter se casado, não sob a Fé dos Sete (já que Rhaegar já era casado nesse sistema com a Princessa Elia Martell), mas sob a fé dos antigos deuses. Talvez eles tenham feito uma cerimônia secreta, "abençoados" por algum represeiro. Isso faria sentido para que Rhaegar não tivesse que desfazer seu casamento com Elia e também porque Lyanna é do Norte, e supostamente uma seguidora dos antigos deuses.

Na série, contudo, foi adotada uma explicação mais simples, que pode ter passado batida para muitos, mas ficou muito clara no episódio de ontem para os olhares mais atentos: Rhaegar anulou seu primeiro casamento sob a Fé dos Sete para poder se casar com Lyanna, o que quer dizer que Jon é nada menos do que um Targaryen legítimo.

Não pegou essa parte? Assista de novo o episódio e preste atenção na cena em que Sam e Goiva conversam no quarto. Ela está lendo para Sam um relato do Alto Septão Maynard, que descreve como ele anulou o casamento de Rhaegar com Elia e simultaneamente fez um novo casamento para o príncipe herdeiro, numa cerimônia secreta em Dorne. Goiva não chega a ler quem seria a nova mulher de Rhaegar, mas está óbvio, e o fruto desse novo casamento é um conhecido personagem nosso.


Isso mesmo: Jon Targaryen, primeiro de seu nome, legítmo herdeiro do Trono de Ferro, com uma reivindicação muito superior à de Daenerys, se seguirmos as regras mais concervadoras de sucessão.


Não por acaso, e para grande surpresa de Dany, Jon teve grande empatia com Drogon (para os jogadores de D&D, ele rolou um teste de empatia com animais com um bônus racial de + 10, pelo menos), pois ele também é "do sangue do dragão".


E isso muito provavelmente quer dizer que ainda veremos Jon Targaryen montando um desses três bixões, e meu palpite é que ele irá montar Rhaegal, o dragão verde de olhos cor de bronze, que afinal foi nomeado em homenagem ao Rhaegar, verdadeiro pai de de Jon (as definições de fanservice serão redefinidas).


Será que isso quer dizer que veremos um conflito entre Dany e Jon até o final da série? Sei lá, acho difícil opinar. Considerando os rumos que os produtores da série têm escolhido, acho mais provável que eles acabem tendo um relacionamento amoroso (alguns olhares entre os dois já estão indicando isso) ou que um dos dois acabe morrendo (opção mais interessante), deixando o trono para o outro.


E se for para um dos dois morrer, meu palpite é de que o próprio Jon vai morrer, pois isso justificaria sua ressureição (ele precisava viver apenas para lutar contra os Caminhantes Brancos), e também porque isso de alguma forma poderá dar uma lição de moral para Daenerys, que tá curtindo cada vez mais essa parada de queimar pessoas, lembrando um certo Rei Louco.

Voltando ao episódio de ontem, o resto foi divertido de assistir, mas não foi brilhante. Todos os personagens parecem ter o dom do teleporte (exceto o Rei na Noite), e as enormes distâncias entre um ponto e outro do continente de Westeros não significam nada. Sabemos que ainda tem muita história pra ser abordada até o final da temporada, mas a escolha de simplesmente teleportar os personagens de um lugar a outro, sem dar noção de passagem de tempo ou distância, continua sendo uma opção narrativa pobre.

Pelo menos o Bran decidiu finalmente fazer uma pelo time nessa temporada e usar seu dom de Warg para expionar o avanço dos Caminhantes Brancos em direção à muralha
Não bastasse isso, boa parte dos personagens tá fazendo cagada atrás de cagada, e em parte anulando toda a sabedoria que adquiriram com as experiências anteriores, e que nos fizeram ter tanta identificação com eles.


Daenerys mostra seu lado cruel e dona da bola. Ou é do jeito dela, ou você morre queimado, não importa se você é um nobre respeitado que lutou com honra. Pra que tentar ganhar a lealdade dessa galera, né? Pelo menos o Sam não precisa mais devolver a Veneno do Coração para o pai.

Randyll e Dickon Tarly, logo antes de virarem churrasco


Arya, pra quem passou anos treinando com os melhores assassinos do mundo, desenvolvendo seu desapego das relaçõe afetivas, você tá caindo que nem um patinho e deixando suas antigas diferenças com a sua irmã te levarem pra longe dos seus objetivos. Tudo bem, é o Mindinho, ele é muito inteligente e era esperado que ele tentasse algo altamente ardiloso ainda nessa temporada. Mas Arya, de todos, você não podia ter caído nessa. Parafraseando Obi-Wan, você devia ser o mais foda dos Stark, e não o mais pato!



Mas o que mais me dói é ver o Tyrion sendo burro. O anão é o personagem que conhecemos por ser fodido em todos os quase sentidos na vida, e apesar disso contornar as adversidades com sua grande inteligência e sagacidade. Caramba, Tyrion! Que ideia brilhante tentar convencer sua irmã por meio de uma prova racional de um perigo maior. Afinal, Cersei é amplamente conhecida por sua racionalidade e respeito pela lógica.


Do retorno mágico de Sor Jorah eu nem reclamo: ele tem uma função essencial a exercer na geração de memes. Embora a suposta química entre Jon e Dany ainda não seja certa, é fato que o rapaz ficou fisivelmente incomodado com a aparição desse potencial rival. Alguém pelo amor dos deuses avise ao Jon que não precisa se preocupar, pois Jorah já foi condenado a vagar pela friendzone por tona eternidade.


O único personagem que me agradou de fato nesse episódio foi o Sam, apesar dele não perceber a informação relevantíssima que Goiva havia achado sobre Jon (tá perdodado, Sam). O gordinho tá mostrando que tem mais bolas do que muitos cavaleiros por aí. Apesar de ser uma decisão visivelmente dolorida pra ele, Sam Tarly, amante dos livros e do conhecimento, abandona a Cidadela para poder exercer um papel mais ativo nos conflitos importantes pelo reino. A grande ironia é que ele faz isso recitando palavras cruéis (e equivocadas) de seu pai, segundo o qual os meistres passam a vida "lendo sobre os feitos de homens melhores". Acho que nem os próprios produtores da série perceberam o quão freudianos foram nessa cena.



E no final, na cena que dá o título ao episódio, vemos uma espécie de "Tropa de Elite" atravessando a muralha. Nada menos do que sete personagens centrais da série, capitaneados por Jon Snowscimento, foram reunidos num único núcleo (lembram daquilo que eu sempre falo, sobre a simplificação do roteiro?).


Alguma merda vai dar, com certeza. Meu palpite é que Beric e/ou Thoros devem morrer. Só não digo o mesmo de Sandor porque a série já vem gastando um tempo de tela considerável no desenvolvimento dele como personagem desde a última temporada (significando que ele terá uma importância maior até o final) e nem de Gendry, porque acabou de ser reintroduzido.


Restam dois episódios nessa temporada. Vamos ver o que a série nos aguarda.


E você, leitor, também fica chateado com essas cagadas no roteiro dessa série foda? Ou acha que eu sou só um resmungão, porque a série é foda e ponto? Deixe seus joinhas ou seus textões provando que eu estou errado aqui nos comentários!


Veja também aqui no Cena Medieval:




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