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sábado, 27 de julho de 2019

Resenha do V Old Norse – Acampamento, lutas, fogueiras, hidromel e mais um capítulo da Saga!


Salve, vikings e medievalistas!

No último final de semana rolou a quinta edição do Old Norse, e como sempre estou aqui pra contar como foi e dar minha opinião sobre o evento.


Dessa vez aconteceu na cidade Maricá, a pouco mais de uma hora de viagem do Rio de Janeiro. Para quem estava disposto e preparado para acampar, o evento começou na sexta à noite (dia 19) e foi até domingo à tarde (dia 21), mas era possível também curtir o evento só no sábado ou só no domingo.

Uma observação, pra começar: o Old Norse é um evento com a proposta de contar uma história, a Saga Old Norse, com personagens que interagem com o público e uma linha narrativa interativa, em que as pessoas presentes no evento ajudam a moldar os acontecimentos. E eu, Skald, há dois anos estou ajudando os organizadores a escreverem essa história. Mas apesar desse meu envolvimento com o evento, minha resenha é desvinculada e imparcial.

Dito isso, posso afirmar também que o Old Norse é um dos meus eventos favoritos no meio medieval pela imersão que ele proporciona.







Desde a primeira edição, o evento tem um grande destaque em sua proposta de reunir em um só local os grupos de recriacionismo viking do país. O recriacionismo vem crescendo no país há mais de dez anos, mas no início isso acontecia com cada grupo fazendo suas atividades de forma mais ou menos isolada, muito distantes uns dos outros. Com o Old Norse, surgiu um espaço específico para reunião dos grupos de recriacionismo.

Olhar o campo cheio de tendas históricas, cada uma com seu campfire cozinhando algo diferente, e dezenas de recriacionistas com suas roupas e caracterizações históricas, é uma parada sem preço. Neste ano estiveram presentes os grupos Haglaz (RJ), Antigas Serpentes (RJ), Myrrox (RJ), Nýr Vindr (SP), Lobos de Guerra (SP), Alaisiagae (SP) e Magnus Legio (SP). Legal mencionar também os artesãos que produzem artigos voltados para o público recriacionista, todos presentes no evento: Hjörvarðr (SP), Velho Musgo (SP), Skaldland (RJ), Mästermyr Marcenaria (RJ) e Viking Trindade (RJ).


Vinicius Arruda, dono da Hjörvarðr, forjando ao vivo


Artesanatos da Skaldland








Fabricação de beads com a Luisa, do Velho Musgo



Marcelo, da Mastermyr Marcenaria


E tem mais grupo ainda espalhados pelo país – um dia, quem sabe, todos vão estar presentes em um mesmo evento. Cada grupo tem suas atividades em sua cidade de origem, mas quando essa galera se junta a experiência é outra. Você pode andar pelo evento compartilhando histórias e experiências, provando seja lá o que esteja cozinhando em cada um dos campfires e, se você curte luta, pode participar das batalhas que sempre rolam (o interesse pela recriação da luta viking é, inclusive, um dos elementos que mais atrai gente nova para a prática do recriacionismo).







Pelo que eu me lembro, a terceira edição do Old Norse (em 2017) foi a primeira vez que conseguimos fazer uma batalha entre duas paredes de escudo razoavelmente grandes, o que é uma parada bem épica, e essa é uma experiência que se repete no evento desde então.

Cores misturadas na parede de escudos: coisa bonita de se ver
E eu pessoalmente sempre acho fantástico ver as paredes de escudos com as cores de diferentes grupos misturadas, pois isso representa o aspecto mais legal do evento, que é a reunião da galera recriacionista num único lugar.

Explicação sobre como é feita a recriação histórica da luta viking
E além do recriacionismo, havia outras atrações pelo evento. A feira, como sempre, contava com expositores de artesanato, comida e hidromel. No último dia (domingo) houve lutas de HMB, o que foge um pouco da proposta do recriacionismo viking mas é sempre legal de se ver. E, é claro, a arena para arquearia e arremesso de machados e lanças, um dos lugares mais divertidos do evento.











Havia músicos fazendo apresentações, dos quais destacamos a banda Oaklore, o trovador Henrique Cavalcanti e os músicos da tenda Mistérios do Oriente. No resto do tempo, o evento fornecia som ambiente de música folk.




Finalmente, essencial mencionar que quem esteve presente pode acompanhar os acontecimetos de mais um capítulo da Saga Old Norse, que é contada a cada edição: Uffe, filho de Knut, aclamado rei no ano passado, fez sua primeira expedição para o oeste, e agora retorna com espólios mas também com um sacerdote cristão, o que não é lá muito bem aceito pelo povo do norte.


Se você esteve por lá, sabe qual foi o desfecho. E se não esteve, vai precisar esperar a versão escrita do capítulo, que vamos públicar aqui no Cena Medieval.

O local do evento esse ano mudou. Nos últimos dois anos havia acontecido num espaço de camping na cidade de Guapimirim/RJ; este ano mudou para um sítio na cidade de Maricá/RJ. Embora o novo local também seja bom, eu pessoalmente gostava mais do anterior. O fato de o evento acontecer no meio da mata colaborava muito com a imersão, além de proporcionar um clima bem mais fresco. Neste ano tudo aconteceu num espaço aberto, praticamente sem árvores, e passamos um belo calor durante o dia.

Outra coisa que mudou é a alimentação: até o ano passado, a comida estava toda incluída no valor do ingresso, e o visitante precisava pagar apenas pelo que bebesse. Neste ano, o ingresso passou a incluir apenas o direito de entrada e acampamento no evento, devendo o visitante trazer sua comida ou comprá-la com os expositores. O valor do ingresso neste ano variou entre 140 e 160 reais, dependendo do lote.

Enfim, a proposta do evento mudou ligeiramente com todos esses detalhes, mas o Old Norse continua sendo o responsável por proporcionar a reunião dos grupos de recriacionismo viking do país, o que é um mérito enorme. Enquanto continuar com essa proposta, vai ser sempre algo único que se diferencia dos demais eventos de temática medieval, a maoria dos quais tem uma proposta mais genérica e portanto acabam sendo muito parecidos entre si. Continuando nesse caminho, o Old Norse tem potencial para ser, no futuro, algo paredo com o Wolin, o festival de cultura viking e eslava que acontece anualmente na Polônia.

O Old Norse e a Oenach na Tailtiu (também no RJ) são os únicos eventos atualmente com essa proposta de acampamento e imersão, sendo que um é voltado para cultura viking e outro para cultura celta. Na minha visão, enquanto os eventos mais genéricos contribuem para trazer um público novo para o meio, estes eventos de temática mais específica tem como maior mérito dar uma “refinada” na experiência do público.

Que venham as próximas edições!


Obs.: gente, esse ano não tem fotos da parte noturna do evento porque, quando a noite caíu, eu decidi guardar câmera e começar a encher a cara de cerveja e hidromel (como, aliás, a maior parte do pessoal tava fazendo, haha). Mas podem crer que apesar da falta de imagens aqui na resenha, a noite foi incrível também, com toda a música, dança, bebida e comida em volta da fogueira.

Até a próxima!




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