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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Heidevolk

Hail, folkers e metalheads!

Finalmente está aqui nosso artigo sobre o Heidevolk e seu estilo pagan folk metal holandês!


A seção de bandas do Cena Medieval foi originalmente criada para falar apenas de grupos musicais brasileiros. Contudo, tendo em vista as importantes apresentações internacionais que estamos tendo agora nesse fim de ano, decidi abrir exceções, e hoje é dia de falar do Heidevolk, que fará duas apresentações no Brasil neste final de semana, em Curitiba/PR e São Paulo/SP.

Ainda não sabia dos shows do Heidevolk? Veja na seção de bandas aqui do blog nossos artigos sobre as duas apresentações, que são uma edição especial do Odin’s Krieger Festival.

O Heidevolk é uma banda holandesa de um estilo que pode ser classificado hoje como pagan folk metal. Os temas das letras de suas músicas autorais são inspirados pela natureza, pela história dos Países Baixos e pela mitologia germânica. A maioria das letras são cantadas em holandês, mas eles costumam fazer também alguns covers de outras bandas em inglês.


A banda foi formada em 2002 (na época com o nome Hymir) e desde então teve algumas alterações na formação. Uma das características mais marcantes na banda é que a formação sempre contou com dois vocalistas homens, fazendo vocais fortes e agressivos, mas limpos (não guturais).

O nome Heidevolk, em holandês, significa algo como “Povo da Charneca”. A banda escolheu esse nome pois as charnecas (terrenos áridos de vegetação baixa) são um tipo de paisagem dominante na Holanda.

Pagan Folk Metal


Como já disse em outros artigos aqui no blog, a música folk é aquela que guarda alguma relação com a cultura específica de um povo ou local, seja na temática ou na sonoridade. O folk metal, dessa forma, pode ser definido como uma mistura da música folk com o heavy metal tradicional. O pagan metal, por sua vez, seria uma outra vertente do metal (ou no mínimo uma nova classificação), de bandas cuja temática das letras gira em torno do paganismo.

Essas definições nunca são precisas, e a tentativa de classificar as bandas neste ou naquele gênero frequentemente esbarra em bandas com estilos tão únicos que não se encaixam em nenhum gênero, mas acabam sendo colocadas junto com outras dentro de um mesmo rótulo.


No caso do Heidevolk, eles se definem inicialmente como uma banda de folk metal – a biografia no site oficial da banda conta como eles “desde a sua formação em Arnhem conquistaram palcos em toda a Europa com sua própria marca de folk metal”. O mesmo texto fala ainda que “as canções irresistivelmente cativantes inflamaram o fogo pagão nas almas de muitos no continete”.

E com efeito, muitas das letras falam da mitologia germânica e seus deuses, como Wodan (Odin), Donar (Thor) e Ziu (Tyr), tornando bem válida a rotulação da banda como pagan metal.

A sonoridade do Heidevolk, por fim, é bem mais puxada para o heavy metal mesmo. Diferente de muitas outras bandas de folk metal, geralmente não há utilização de instrumentos típicos ou antigos (exceto por um breve período durante a qual a banda contou com uma violinista), apenas o clássico som do heavy metal formado por guitarras, baixo e bateria, além da já mencionada e característica dupla de vocais masculinos.

Heidevolk e a história dos Países Baixos


Além da mitologia germânica, o outro grande elemento que inspira a temática das letras da banda é a história de tempos esquecidos no passado das terras que hoje compõem os Países Baixos (a Holanda). Eles deixam claro que o objetivo não é exatamente dar uma aula de história, nem tampouco passar uma mensagem clara, mas sim abordar em suas canções temas relacionados à rica história da região em que vivem.


Um dos temas tratados nos primeiros álbuns, por exemplo, é a história do povo da Guéldria (em holandês, Gelderland). O nome hoje designa uma província mais ou menos no centro da Holanda, que historicamente refere-se também a um ducado do Império Romano.

Como outro exemplo, o penúltimo álbum da banda, Batavi (2012), fala da tribo dos Batavos (do latim batavi, que é a designação dada pelos romanos (novamente eles) a um dos povos germânicos que habitavam aquela região. Segundo explicação da própria banda, esse álbum vai desde o surgimento da tribo no primeiro século a.C. até a sua revolta contra o Império Romano em 69/70 d.C. O álbum é composto por nove canções que tratam dos capítulos nessa história.

Já o último álbum lançado, Velua (2015), oferece uma imagem obscura e mítica das florestas Veluwe, localizadas na mencionada província da Guéldria.


Vulgaris Magistralis


Se você buscar por “Heidevolk” no youtube, essa música vai ser sempre um dos primeiros resultados. Muita gente pensa que é de fato uma canção do Heidevolk, mas é na verdade um cover de outra banda holandesa chamada Normaal.

A letra fala, de forma cômica, de um antigo herói holandês, meio homem-das-cavernas, que ainda vagueia pelas planícies holandesas de Achterkoek montado em seu mamute. Confira a tradução de um trecho da letra:

Eu sou Vulgaris Magistralis
Eu ando por aí montado em um mamute

Eu cozinho meu rango em um vulcão ativo
Um dinossauro eu chamo de "meio-galo"
Odin e Thor são meus primos distantes
Mas eu não os tenho visto por séculos

Vagueio pela noite
Caçando no escuro

Eu sou Vulgaris Magistralis
Eu ando por aí montado em um mamute
Eu sou Vulgaris Magistralis
E no domingo em um mastodonte

A versão do Heidevolk para a canção deu mais velocidade e um peso maior, mais heavy metal. É uma música muito divertida que certamente estará na setlist da banda nas apresentações por aqui!

Discografia por ano:



2004 – Het Gelders Volkslied


2005 – De strijdlust is geboren


2007 – Wodan heerst (EP)


2008 – Walhalla wacht


2010 – Uit oude grond


2012 – Batavi


2015 – Velua

Nos vemos nos shows!

Site oficial da banda:

Veja também aqui no Cena Medieval:


Odin’s Krieger Heathen Edition – Curitiba: A primeira apresentação do Heidevolk no Brasil, com abertura de duas ótimas bandas nacionais

Odin’s Krieger Heathen Edition – São Paulo: A segunda apresentação do Heidevolk, e mais quatro grandes nomes da música folk brasileira!


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